Almada por contar

Almada por contar

«No ano das comemorações dos 120 anos do nascimento de Almada Negreiros, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Editora Babel publicam o catálogo da mostra “Almada por contar”, coordenado por Sara Afonso Ferreira, Sílvia Laureano Costa e Simão Palmeirim Costa. Além da catalogação das peças expostas, esta obra reúne um conjunto considerável de reproduções de trabalhos plásticos, entre os quais alguns inéditos e outros pouco divulgados; um leque de textos do autor (uns reunidos nas páginas da imprensa, outros localizados no seu espólio e apresentados agora pela primeira vez); e ainda breves ensaios à volta da obra do génio Almada Negreiros.»

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A arte sem história

A Arte Sem História

Mulheres e Cultura Artística

Esta obra é uma reflexão sobre a forma como a história da arte tem vindo a estudar a prática artística feminina, sobretudo na Europa, do século XVI ao século XX. Nesse sentido, é também uma história da história da arte, uma história de como a arte produzida por mulheres foi, durante tanto tempo, ignorada e desvalorizada, ou seja, uma arte sem história. E como, nas últimas décadas, na sequência das abordagens femininas, passou a ser, também, uma arte com história.

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Os Livros de Fernando Pessoa

Os Livros de Fernando Pessoa

«Pessoa não concebeu um, mas uma pluralidade de livros. Atribuídos a diferentes nomes de autor e obedecendo a um mesmo desejo de totalidade, estes livros eram definidos enquanto expressão de concepções específicas e diferentes entre si e que, no seu conjunto, deveriam realizar o desejo de expressão total da experiência. […] O pensamento editorial de Pessoa, que tem como horizonte a publicação da obra em livro, é determinante na criação de autores e editores ficcionais para as obras a publicar. Ao inserir a própria organização editorial dos textos no plano da ficção, Pessoa cria esse sistema que tudo alberga e onde são reconhecíveis traços estruturais constantes. Entre estes traços encontram-se a dita criação de autores e editores ficcionais para obras cuja publicação é projectada, a divisão da obra em duas metades, distinguindo mas integrando o nome próprio num mesmo conjunto, ou o adiamento de um estádio definitivo da obra, publicada ou não, o que acaba por funcionar também como garante da sua posteridade.»

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A Confiança no Mundo

A confiança no mundo

sobre a tortura em democracia

«Neste livro, José Sócrates desenvolve sua análise a partir de três abordagens complementares. Desfila a argumentação pelos canais da História, aborda os aspectos éticos da questão e acentua os danos que a prática da tortura acarreta às próprias instituições democráticas. Consegue desmontar, pedra por pedra, de forma convincente, todas as falácias a respeito da admissão do emprego da tortura em casos excepcionais, ou condicionada à limitação de sua intensidade e duração, ou ainda reservada exclusivamente aos episódios — sempre imaginários — em que um artefato nuclear está prestes a explodir, ou centenas de crianças estão reunidas num cinema que somente o terrorista imaginário pode confessar, se pressionado pela dor.» In Prefácio de Luiz Inácio Lula da Silva.

«O 11 de Setembro trouxe-nos uma novidade: pela primeira vez uma democracia, envolvida numa guerra contra o terror, não usa a tortura de forma clandestina — fora da lei — mas tenta introduzi‑la num quadro de exceção dentro da lei

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diario de um cromo

Diário de um cromo

Pode conter tomates

Norman é um personagem criado por Jonathan Meres, baseado no típico rapaz adolescente a quem a vida nunca sorri. Neste primeiro volume que inaugura a colecção dedicada ao dia-a-dia do Norman (“The World of Norm”, na edição original), são muitas as desventuras caricatas deste adolescente de treze anos depois de a família começar a enfrentar problemas financeiros. Além da mudança para uma casa muito mais pequena, mais distante do antigo bairro e do facto de o pai ter sido despedido do seu emprego, o orçamento para extras encurtou bastante, logo agora que o Norm precisava de uma nova bicicleta. Tudo isto agravado pelo seu superlativo desleixo e a sua óbvia falta de sorte, tornam a vida do Norm numa sucessão de acontecimentos trágico-cómicos. A experiência de Jonathan Meres enquanto actor de comédia, aliada aos divertidos desenhos, permitem aos leitores rir ininterruptamente ao visualizar as cenas hilariantes da vida do Norman – o verdadeiro “cromo”.

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Comédia dos Vivos e dos Mortos

Comédia dos Vivos e dos Mortos

corvos e jacarandás

Em “Comédia dos Vivos e dos Mortos”, a actualidade sombria motiva cepticismo inevitável, implicando a necessidade de recorrer ao insólito, na tentativa de representar a população temente do devir. Destaque-se, todavia, a ligação imorredoira a lugares da memória afectiva dos portugueses, evidenciado o Brasil, no século XIX, com destaque para o Rio de Janeiro, pela ida da Corte para a América portuguesa. O século XVIII, dado a sua especificidade, dinamiza a narrativa, privilegiada a cidade de Paris, e contribui para impulsionar a acção na nossa capital, antecipando, de certo modo, gestos da revolução francesa: em Lisboa, após o terramoto, era executada a marquesa de Távora e familiares –  a multidão extasiava-se, ante a brutalidade.

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entrevistas

Entrevistas

1958-1978

«Este volume das Obras Completas de Jorge de Sena colige 44 entrevistas concedidas pelo poeta entre 1958 e 1978. Três são total ou parcialmente inéditas, e outras três nunca haviam sido traduzidas para português. A maioria situa-se na última década da vida de Jorge de Sena, cujo início é marcado, de maneira fulgurante, pela entrevista a “O Tempo e o Modo”, para o número especial que esta revista lhe dedica em 1968, nas vésperas da sua primeira visita a Portugal, e à Europa, após nove anos de exílios americanos. Transversais a todos os aspectos da vida e da obra de Jorge de Sena, são muitas as entrevistas que merecem destaque, pela generosidade admirável com que o entrevistado se entrega, pela largueza e intensidade com que responde a tudo e a todos, e até pela paciência com que procura satisfazer curiosidades e inquisições, falando dele e da sua criação literária, do seu trabalho como professor e investigador, com relevo para Camões, e dos seus anseios e inquietações de cidadão do mundo.»

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a noite inteira ja não chega

A Noite Inteira Já Não Chega

“Rosa Lobato de Faria (ela, que conhece como raros a música da palavra) tem a coragem de, por assim dizer, restituí-­la à sua condição rítmica essencial, despojada e inteira. No percurso da memória, a palavra dispensa qualquer forma de maquilhagem. Os poemas deste livro confirmam assim um dom muito raro que é o da espontaneidade na elaboração.” – in Luís Forjaz Trigueiros (Prefácio a uma 1ª edição de um livro de RLF)

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