9789726657071

Os Grão-Capitães

«Escrevi estes contos, em 1961-62, na atmosfera de um Brasil livre, aonde me exilara em 1959; e escrevi-os sem pôr peias de nenhuma espécie a toda a amargura da vida que, em Portugal, a mim como a todos havia sido dada. […] Pelas datas fictícias que na portada de cada conto vão inscritas, a acção deles cobre um quarto de século de 1928 a 1953. E é como crónica amarga e violenta dessa era de decomposição do mundo ocidental e desse tempo de uma tirania que castrava Portugal, que eles agora, uma dúzia de anos depois de escritos, devem ser lidos.»

Jorge de Sena

 

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O MANTO - CAPA DURA

Opera Omnia – O Manto

«A vida é como um manto em que se arrastam todas as fúrias e ternuras do mundo, e que deixa ficar por toda a parte alguma coisa do seu calor e do seu peso. O manto estende-se e envolve-se, descobre e oculta, agasalha e expõe ao frio; o manto é de farrapos imensos onde se embalou a morte. Desdobra-se, e parece mesquinha urdidura; chega-se aos olhos e a sua cor apaga-se, atira-se no vento e ele cobre os astros inteiramente. Todos transportam o manto nos seus ombros e o levantam à altura do coração, e deixam que ele caia no pó e o perdem nos caminhos onde acaba a história do homem. […] Não se lê nem se escreve o manto; não se pensa nem se move sequer. Mas todos os descontentamentos ele protege, todas as ignorâncias ele vence, todas as solidões ele inspira e transfigura.»

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O MANTO - BROCHADO

O Manto (Capa brochada)

«A vida é como um manto em que se arrastam todas as fúrias e ternuras do mundo, e que deixa ficar por toda a parte alguma coisa do seu calor e do seu peso. O manto estende-se e envolve-se, descobre e oculta, agasalha e expõe ao frio; o manto é de farrapos imensos onde se embalou a morte. Desdobra-se, e parece mesquinha urdidura; chega-se aos olhos e a sua cor apaga-se, atira-se no vento e ele cobre os astros inteiramente. Todos transportam o manto nos seus ombros e o levantam à altura do coração, e deixam que ele caia no pó e o perdem nos caminhos onde acaba a história do homem. […] Não se lê nem se escreve o manto; não se pensa nem se move sequer. Mas todos os descontentamentos ele protege, todas as ignorâncias ele vence, todas as solidões ele inspira e transfigura.»

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utopia

A Utopia

A Utopia é uma ilha imaginária onde todos vivem em harmonia e trabalham em favor de bem comum. Desde então, o termo «utopia» está associado à fantasia, sonho, fortuna e bem estar, que são aspectos formadores do ambiente utópico onde se desenvolveu a sociedade utopiana, no país chamado Utopia ou Ilha da Utopia.

«A Utopia é um dos textos mais célebres da cultura europeia e ocidental e tem exercido uma séria e nobre influência. Publicá-lo em português e nos dias de hoje era uma obrigação, pois importa que os sucessos utópicos possam ser meditados na sua idealidade transcendental.

Tomás Morus é um autor onde a lógica da linguagem se prende a uma outra forma de lógica: a do absurdo que se concretiza no utópico.»

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O Príncipe

Desde 1532, data da 1ª edição de O Príncipe que Machiavelli é uma das mais destacadas figuras do pensamento político europeu.

«É enorme o interesse de Machiavelli como expressão de uma época. Daí que ele assuma singular importância, do ponto de vista culturológico. E o interesse referido é amparado, ou acrescido, por uma expressão verbal aliciantíssima que torna o secretário do governo de Florença assaz querido literariamente do grande público.

Os temas maquiavélicos – permanentes da cultura europeia -, voltam a estar agudamente na ordem do dia. Decerto existe vincada afinidade entre o tempo italiano de Maquiavel e aquele que hoje vivemos em toda a Europa.»

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genealogia

A Genealogia da Moral

Nietzsche procura nesta obra explicar e complementar a sua obra anterior, «Para além de Bem e Mal», para uma filosofia do futuro, compondo-a de três ensaios:

O primeiro ensaio, «Bem e Mal – Bom e Mau», trata da essência e origem do Cristianismo, o qual nasce do ressentimento e do Espírito, numa recção e insurreição contra a prevalência dos valores aristocráticos.

Em «A “Falta”, a “má consciência”…», fundamenta a crueldade como inerente à própria civilização e não susceptível de ser erradicada.

Em «Qual é o fim de todo o ideal ascético?», até ao aparecimento de Zaratustra, a verdadeira potência consistia numa força maléfica que ditava os comportamentos da Humanidade.

No texto de A Genealogia da Moral, a fundamentação do ressentimento, a origem do ascetismo proporcionando uma vitória moral sobre aqueles a quem a sorte ou o poder favorece, justificam os valores da servidão que sobrepõem os heróicos, causa histórica da vitória de uma cultura semita sobre uma cultura romana.

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Dentes de Rato – 24.ª Edição

É pela voz de Lourença que surgem as memórias familiares e as aventuras próprias da infância nesta quase-autobiografia de Agustina Bessa-Luís.

Levemente ficcionados, os tempos de infância da Autora ou da narradora (que se cruzam em cada linha) são aqui oferecidos ao leitor com ilustrações de Mónica Baldaque.

«Lourença tinha três irmãos. Todos aprendiam a fazer habilidades como cãezinhos, e tocavam guitarra ou dançavam em pontas dos pés. Ela não. Era até um bocado infeliz para aprender, e admirava-se de que lhe quisessem ensinar tantas coisas aborrecidas e que ela tinha de esquecer o mais depressa possível. o que mais gostava de fazer era comer maçãs e deitar-se para dormir. mas não dormia. fechava os olhos e acontecia-lhe então uma aventura bonita, e conhecia gente maravilhosa.»

Leitura recomendada 7.º Ano

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9789726657064

Crónica da Manhã

São recolhidas neste volume as crónicas literárias, de Agustina Bessa-Luís, que foram emitidas entre 6 de Outubro de 1978 e 23 de Fevereiro de 1979, a convite da Radiodifusão Portuguesa. A liberdade de selecção não teve limites.

«A rubrica desta crónica é extremamente inspiradora. Deixa‑me pegar da pena e obrigar a imaginação em tão fantástico desafio! Só que não sei se vou encostar o ouvido ao coração da Esfinge, se vou rever os temas de Chaplin e deitar um olhar afável aos seus vagabundos que se perdem na perspectiva branca da estrada. Mas não. Não sei escrever assim, por conselho, e prévio repouso do espírito. Prefiro divagar de maneira assombrada, como os fantasmas ingleses, com a cabeça debaixo do braço. Isto é: sem cátedra e sem importância.» – Agustina Bessa-Luís

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História do Livro e Filologia

«O desenvolvimento dos estudos de História do Livro, nos últimos cinquenta anos, tem mostrado que a chamada Bibliografia Material recorre cada vez mais aos métodos próprios da filologia. Passar um texto para letra de fôrma é uma operação complexa, que tem não só múltiplas afinidades com o exercício da escrita manual mas também particularidades técnicas nem sempre familiares ao comum dos leitores, aos bibliógrafos e aos bibliófilos.»

Nesta obra são publicados os trabalhos dos últimos cinco anos apresentados em comunicações à Academia das Ciências; intervenções em diversos colóquios; homenagens e a «Última Lição» na Faculdade de Ciências Socias e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Todos elegem a História do Livro como campo operatório.

De salientar, ainda, o texto intitulado «Considerações sobre a Acta do Prémio “Antero de Quental” 1934) desaparecida durante oitenta anos» em que nos dá a conhecer a acta de atribuição do prémio à obra Mensagem, de Fernando Pessoa, uma peça que continuava inédita.

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9789726657033

Eugénia e Silvina (Opera Omnia)

«Este livro de Agustina Bessa-Luís opera como uma câmara zoom sobre os acontecimentos da Malhada, a começar desde os tempos em que a primeira proprietária, uma liberal fanática, ascendeu ao baronato. Drama de comportamento, situação de paixão e desespero, a alma do crime vai-se acumulando como no inferno se acumula o despeito da felicidade. A força do homem é limitada, e o seu engenho não basta para domar o coração como doma as fúrias do mar. História de poder e de ambição que percorre cem anos de História para chegar à sua resposta celerada, cúmplice da tristeza do homem com o seu passado e a sua posteridade, Eugénia e Silvina é um livro onde se pode dizer que o céu e a terra não fazem senão um só, antes de serem separados. É comovedor pensar que a raça dos mortais não está longe desse início épico da criação, antes de que tudo o mais existisse. A solidão é a única a julgar as suas faltas.»

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